México pede maior cuidado da comunidade LGBT com relação a Variola dos Macacos

íderes gays de 21 países reunidos na Cidade do México para a Conferência Regional sobre Saúde, Direitos Humanos e Cuidados para Homens Gays e Bissexuais, declaram o seguinte:

“O ressurgimento da nova varíola, também chamada de varíola do macaco ou Monkeypox, fora das áreas endêmicas da África, que começou a atingir e continua a atingir predominantemente homens gays e bissexuais, foi declarada Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Por se tratar de uma emergência internacional e por atingir desproporcionalmente a população que representamos, conclamamos a todos os governos da América Latina e do Caribe para:

1 – Seguir o exemplo da OMS/OPAS e decretar que a nova varíola é uma emergência de saúde pública em nossos países;
2 – Comunicar de forma transparente informações epidemiológicas sobre casos de varíola em tempo hábil às agências de saúde internacionais e assumir sua urgente responsabilidade de responder e conter o surto;
3 – Reconhecer que – de acordo com as evidências científicas disponíveis – o contato íntimo, particularmente o contato sexual, é o principal meio de transmissão, embora também se reconheça que a doença pode ser transmitida de outras formas;
4 – Disponibilizar e facilitar o acesso a informações científicas e baseadas em evidências, principalmente para as populações mais atingidas;
5 – Que a elaboração e implementação de programas nacionais e internacionais de resposta à emergência da varíola sejam consensuadas com líderes e organizações de gays e bissexuais;
6 – Aumentar e garantir o acesso a testes diagnósticos precoces para gays e bissexuais, com resultados confirmatórios imediatos;
7 – Treinar e sensibilizar profissionais de saúde sobre a nova varíola, a fim de garantir abordagens e atenção à saúde sem preconceitos ou discriminação para com os homossexuais e bissexuais;
8 – Providenciar imediatamente previsões orçamentárias e adquirir urgentemente as vacinas necessárias – já aprovadas por agências europeias e norte-americanas – e estabelecer uma estratégia abrangente de prevenção e vacinação;
9 – Garantir o apoio integral necessário para que as pessoas afetadas pela nova varíola possam cumprir com o isolamento recomendado, garantindo a confidencialidade e os direitos humanos;
10 – Reconhecer os gays e bissexuais como a população mais atingida e prioritária, em todas as circunstâncias, para o acesso à vacinação contra a nova varíola, de acordo com os dados epidemiológicos;
11 – Implementar ações contra o estigma, a discriminação,
abuso e violência aos quais os homens gays e bissexuais estão expostos”.

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